domingo, 15 de dezembro de 2019

HÁBITOS VALIOSOS

Hábitos Valiosos.

"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei  do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.  Ele  é  como árvore plantada junto a corrente de águas,  que,  no  devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não  murcha;  e  tudo quanto ele faz será bem sucedido" (Salmos 1:1-3).

 "O hábito, se não resistido, logo se torna necessário."

Quais são os nossos costumes? O que  fazemos  que  nos  traz satisfação? São esses costumes bons  ou  maus?  Servem  para nossa edificação ou para nossa completa destruição.

Pecado Capital.  “Capital” vem do latim caput, que significa cabeça, fonte; São esses os pecados capitais que dão origem a todos os outros: Avareza, Luxúria, Ira, Gula, Inveja e Preguiça.

O vício da bebida começa com um pequeno  gole.  O  vício  do fumo com uma simples tragada. E assim por diante. Um pequeno pecado é  o  primeiro  passo  para  uma  vida  completamente afastada de Deus. Muitas vezes dizemos: "Isso não tem qualquer importância". Estamos enganados... tem  importância sim.

Felizes aqueles que têm o hábito de orar. Cheios  de  júbilo, ficam os que têm o hábito de ler a Bíblia e andar segundo  a direção do Senhor. Plenos de felicidade são os que  caminham na presença de Jesus e têm o privilégio de obedecer aos Seus ensinos.

Quais são os seus hábitos?


Pr. Paulo Roberto Barbosa

domingo, 1 de dezembro de 2019

OS SONHOS DE DEUS SÃO MAIORES QUE OS TEUS

Os Sonhos de Deus são maiores que os teus


A palavra “sonho” vem do Latim “Somniu” –desejo veemente, aspiração. (Fonte: Dicionário Aurélio.)

Quando era criança minha mãe costurava e seu desejo era que aprendêssemos também a costurar para que pudéssemos, quando maiores, ajudá-la nessa atividade. Sempre achei a profissão dela muito digna, porém, eu tinha outro sonho, trabalhar num escritório, em meio há papéis, números e atividades que envolviam a profissão. Com o passar dos anos, fui crescendo, e esses sonhos também. Estudei, me formei e hoje trabalho, há mais de dez anos, numa construtora (diretora financeira). Além dessa profissão o Senhor também realizou outro sonho (docência) e através dessa outra profissão também falo do Seu amor e da Sua graça para meus alunos. 

Deus sonhou com a nossa vida; formou-nos com um propósito específico e uma missão. Em Jeremias 1.5 diz: “Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta.” Ansiamos em ver o cumprimento dos sonhos de Deus em nossa vida, mas temos que crer que o Senhor tem o tempo certo para cumpri-los. Filipenses, 2.13: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” Como saberemos se um sonho é do Senhor? 

Precisamos entender que os sonhos de Deus vêm acompanhados da Sua glória. A palavra do Senhor nos diz: “O que ninguém nunca viu nem ouviu, e o que jamais alguém pensou que podia acontecer, foi isso o que Deus preparou para aqueles que o amam.”(1Co 2.9.)

Amado(a), eu não sei exatamente qual é o seu sonho, um ministério, casamento, um emprego melhor, uma faculdade, cura, porém, seja qual for, creia que os sonhos de Deus são maiores que os teus e no tempo certo eles irão se realizar.

Deus lhe abençoe!

By Suely Marques de Rezende. 


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

QUAL É O VALOR DO CULTO DE ORAÇÃO?

Qual é o valor do culto de oração?

Pergunta: "Qual é o valor do culto de oração?"

Resposta: 
Desde o início da igreja, os cristãos têm se reunido para orar (Atos 4:24; 12:5; 21:5). As reuniões de oração são valiosas para a igreja como um todo e para os indivíduos que participam.

A oração é apenas para aqueles que acreditam que Deus é pessoal e que querem um relacionamento pessoal com Ele. Os cristãos sabem que a oração funciona porque têm encontrado um Deus que declara: "Fale comigo e eu ouvirei". O apóstolo João confirma isso: "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito" (1 João 5:14-15).

Através de nossas orações, especialmente uns com os outros, estamos demonstrando e validando a fé que temos em Jesus. Andrew Murray, o grande ministro cristão e escritor prolífico, disse: "A oração depende principalmente, quase inteiramente, de a quem achamos que estamos orando". É através da disciplina da oração um com o outro que desenvolvemos uma intimidade crescente com Deus, e criamos um vínculo espiritual entre nós. Este é um dos aspectos mais valiosos de orar uns com os outros.

Outro benefício valioso das reuniões de oração é a confissão de nossos pecados uns aos outros. As reuniões de oração nos dão a oportunidade de obedecer o comando de confessar "pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados" (Tiago 5:16). Aqui, Tiago não fala necessariamente de cura física, mas sim de restauração espiritual (Hebreus 12:12-13). Ele também se refere ao perdão de Deus, o qual permite o crente a tornar-se espiritualmente inteiro novamente. Tiago sabia que aquele que se separa do rebanho é mais suscetível aos perigos do pecado. Deus quer que Seu povo se encoraje e se apoie mutuamente em comunhão amorosa, honestidade e confissão mútua enquanto oramos por e com os outros. Tal comunhão próxima ajuda a fornecer força espiritual para obter a vitória sobre o pecado.

Outro grande valor das reuniões de oração é que os crentes encorajam uns aos outros a suportar. Todos nós enfrentamos obstáculos, mas quando compartilhamos nossas dificuldades e oramos juntos como cristãos, muitas vezes ajudamos os outros a evitar o desânimo em suas vidas espirituais. O valor da oração corporativa reside no seu poder de unificar os corações. Orar diante de Deus em favor de nossos irmãos e irmãs tem o efeito de nos unir espiritualmente. Quando carregamos "as cargas uns dos outros", nós de fato cumprimos “a lei de Cristo” (Gálatas 6:2). Onde há oração, há unidade, o que Jesus orou tão fervorosamente para que os Seus seguidores tivessem (João 17:23).

Mais do que qualquer outra coisa, as reuniões de oração trazem mudanças. Orando uns com os outros, os crentes podem testemunhar que Deus produz milagres e transforma corações.

Uma reunião de oração é um tempo de verdadeiro valor quando os crentes buscam uma profunda intimidade e uma comunhão silenciosa com Deus no Seu trono. É um tempo de unidade com os companheiros crentes na presença do Senhor. É um tempo para cuidar daqueles que nos rodeiam enquanto compartilhamos seus fardos. É um momento em que Deus manifesta Seu amor eterno e deseja Se comunicar com aqueles que O amam.

https://www.gotquestions.org

domingo, 24 de novembro de 2019

QUAL É A CONDIÇÃO DAS ALMAS NO CÉU?

Qual é a Condição das Almas no Céu e O que estão Fazendo?
William Hendriksen
Apocalipse 7:9-17

1. Sua Condição

Nunca será suficiente o bastante enfatizar que os redimidos no céu, no momento entre sua morte terrena e sua completa ressurreição, não tenham contudo atingido a última glória. Eles estão vivendo no que geralmente é chamado de “o estado intermediário”, não contudo o estado final. Embora, certamente, eles estejam serenamente felizes, a felicidade delas não é contudo completa.

Sobre este assunto o Dr. H. Bavinck se expressa como segue (minha tradução):

“A condição do santificado no céu, embora sempre tão gloriosa, tem um caráter provisório, e isto por várias razões:

a. Eles estão agora no céu, e limitados a este céu, e não contudo em posse da terra que junto com o céu lhes foi prometida como uma herança.

b. Além disso, eles estão privados de um corpo, e esta existência incorpórea não é... um lucro, mas uma perda. Não é um acréscimo, mas uma diminuição do ser, visto que o corpo pertence à essência do homem.

c. E, finalmente, a parte nunca pode estar completa sem o todo. Somente se relacionando à comunhão de todos os santos que a abundância do amor de Cristo pode ser conhecida (Ef 3.18). Um grupo de crentes não pode ser aperfeiçoado sem o outro grupo (Hb 11.40)”. ( Gereformeerde Dogmatiek , terceira edição, Vol. 4, págs. 708, 709)

Nisto nós estamos de comum acordo. Mas isso não significa que entre este estado intermediário e o estado final (depois da ressurreição) há um intervalo completo, um total contraste. Pelo contrário, da mesma maneira que há em muitos aspectos imediatamente uma continuidade entre nossa vida aqui e nossa vida no céu após à morte (veja, por exemplo, João 11.26; Apocalipse 14.13), então também há continuidade entre aquele estado intermediário e o estado final. Estaria então definitivamente errado dizer à respeito dos símbolos das Escrituras que descrevem o estado final que estes não têm nada para nos falar à respeito do estado intermediário. A dourada Jerusalém realmente pertence ao futuro mas também ao presente, até onde este presente pressagie o futuro. (Esta é a posição que eu mantive em meu livro More Than Conquerors, an Interpretation of the Book of Revelation ; veja especialmente as páginas 238 e 243, a qual eu ainda apoio.)

Pensando nisto é então completamente legitimo usar Apocalipse 7.9-17 como base para um estudo sobre o estado intermediário.

Agora, muitas das características achadas aqui em Apocalipse 7 são de um caráter negativo. Nós aprendemos que os redimidos são libertos de todo provação e sofrimento, de toda forma de tentações e perseguição: nunca mais fome, sede, ou calor. Ainda, também há características positivas. O Cordeiro é o seu Pastor. O Cordeiro conduz o rebanho dele às fontes da água da vida. Esta água simboliza a vida eterna, a salvação. As fontes de água indicam a fonte da vida, para que através do Cordeiro os redimidos tenham uma comunhão eterna e ininterrupta com o Pai. Finalmente, o toque mais doce de tudo: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Não só as lágrimas são enxugadas, ou até mesmo enxugadas fora ; eles são enxugados fora dos olhos, de forma que nada mais que alegria perfeita, felicidade, glória, doçura, comunhão, vida abundante, sobre. E o próprio Deus é o Autor desta perfeita salvação.


2. Sua Atividade

a. Eles descansam. Veja em Apocalipse 14.13. O corpo, certamente, está em repouso no sepulcro e espera o dia da ressurreição. Mas a alma agora descansa da competição da vida, do trabalho pesado, de se entristecer, da dor, de sua angústia mental e especialmente de seu pecado!

b. Eles vêem a face de Cristo. Veja em Apocalipse 22.4 (claro que, isto será verdade em uma sensação até mais completa após a ressurreição). Os olhos dos redimidos (sim, até mesmo as almas têm olhos; quem negará isto?) são dirigidos à Cristo, como a revelação da Trindade de Deus. Aqui nesta vida terrena nossos olhos são desviados freqüentemente para longe de Cristo. Desta forma, uma pessoa é lembrada como a famosa pintura de Goetze (“Menosprezado e Rejeitado dos Homens”) em qual você nota como todos os olhos são virados longe das dilacerações por lança e da coroa de espinhos do Salvador. Mas no céu nosso Senhor será o mesmo centro de interesse e atenção, porque ele será todo glorioso, e nós já não seremos egocêntricos. Nós não poderemos virar nossos olhos para longe dele.

c. Eles ouvem. Eles não ouvirão os coros gloriosos e hinos descritos no livro de Apocalipse? Cada um dos redimiram não ouvirá o que todos os outros redimidos, ou que os anjos, e o que Cristo lhes tem a falar?

d. Eles trabalham. “Os seus criados o servirão”. Haverá uma grande variedade de trabalho, como está claro em tais versículos como Mateus 25.21, e concluímos também em 1 Coríntios 15.41, 42. Será um trabalho feito com bom grado, alegremente. Não diga que este trabalho é impossível contanto que as almas estejam sem os seus corpos. Os anjos - que também não têm nenhum corpo - não são enviados para realizar tarefas?

e. Eles se regozijam. Porque toda tarefa os estará assim satisfazendo completamente e restaurando, os redimidos cantam enquanto trabalham. Este canto também irá, obviamente, ser diferente após a ressurreição. Ainda assim, não é possível para almas louvar Deus? Não é possível para os redimidos terem “hinos em seus corações?” Além disso, eles entraram “na alegria de seu Senhor !”

f. Eles vivem. Até mesmo durante o estado intermediário o redimido realmente está vivo. Eles não estão sonhando. Nós não devemos conceber estas almas como sombras silenciosas que deslizam por ai. Não, eles vivem e regozijam em uma comunhão abundante e glorioso (sobre qual nós esperamos dizer mais tarde, no capítulo 13). Além disso, é com Cristo que eles vivem. Onde quer que você o ache, você os achará. Tudo que ele faz eles fazem (até onde para eles é possível fazer). Tudo que ele tem, ele compartilha com eles. Se você deseja provas veja em Apocalipse 3.12; 3.21; 4.4; cf. 14.14; 14.1; 19.11; cf. 19.14; 20.4.

g. Eles reinam . Eles compartilham com Cristo em sua glória real.

Fonte: A Vida Futura Segundo A Bíblia, William Hendriksen, Editora Cultura Cristã.

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE UNIDADE?

O que a Bíblia diz sobre a unidade?

Deus deseja que os cristãos andem de modo digno de seu chamado, preservando a unidade da fé no corpo de Cristo que é Sua igreja.

Collab, co-branding, remete à ideia de uma atividade realizada de forma conjunta entre dois ou mais indivíduos.


A unidade deve ser uma característica notável dos Cristãos. A Bíblia diz em Filipenses 2:1-2: “Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.”

Jesus orou para que o Seu povo fosse unido. A Bíblia diz em João 17:11: “Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós.”

Deus deseja que os cristãos andem de modo digno de seu chamado, preservando a unidade da fé no corpo de Cristo que é Sua igreja. Paulo escreveu aos efésios: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Efésios 4:1-6). 

By Equipe Biblia.com.br
https://www.youtube.com/watch?v=AFJBk-iM-l4&list=PLcJwc2EmHcCYsenXOIUHaH00JIUd6kj3u&index=2

domingo, 27 de outubro de 2019

O PRÊMIO DA SOBERANA VOCAÇÃO DE DEUS EM CRISTO JESUS

O Prêmio da Soberana Vocação de Deus em Cristo Jesus

“13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,
14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
15 Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá.”
16 Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.
17 Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós.” (Filipenses 3.13-17)

“Eu não julgo havê-lo alcançado”. Paulo não coloca em causa aqui a certeza da sua salvação, como se ele ainda estivesse em suspense, mas repete o que havia dito antes – que ele ainda visava a um progresso maior, porque ele ainda não tinha atingido o fim da sua vocação. Ele mostra isso imediatamente depois, dizendo que ele estava intentando apenas uma coisa, deixando de fora tudo o mais. Agora, ele compara a nossa vida a uma pista de corridas, e os limites que Deus traçou para nós, para percorrê-la. Porque, assim como nada aproveitaria ao corredor ter deixado o ponto de partida, a menos que ele fosse para a frente para o alvo, por isso devemos também prosseguir o curso da nossa vocação até a morte, e não devemos parar até que tenhamos obtido o que buscamos.

Mais ainda, como o caminho está marcado para o corredor, para que ele não venha a se cansar sem qualquer propósito vagando nesta ou naquela direção, então há também um objetivo diante de nós, para o qual devemos dirigir o nosso curso sem desvios; e Deus não nos permite vagar descuidadamente. Em terceiro lugar, como se requer do corredor que esteja livre de impedimentos, e não parar o seu curso por conta de qualquer obstáculo, assim devemos tomar cuidado para que não apliquemos a nossa mente ou coração a tudo o que possa desviar a atenção, senão que devemos, pelo contrário, empenhar o nosso esforço, livres de qualquer distração, de modo que possamos aplicar toda a inclinação da nossa mente exclusivamente ao chamado de Deus. Estas três coisas Paulo apresenta, numa só similitude. Quando ele diz que ele faz uma coisa, e esquece todas as coisas que estão para trás, dá a entender a sua assiduidade, e exclui tudo que possa distrair.

Quando ele diz que ele se apressa para o alvo, ele dá a entender que ele não está se desviando do caminho.
“Esquecendo-me das coisas que para trás ficam”. Ele alude aos corredores, que não voltam seus olhares para o lado em qualquer direção, para que não afrouxem a velocidade do seu curso, e, mais especialmente, não olham para trás para ver quanto terreno já avançaram, mas se apressam à frente incessantemente em direção à meta, Assim, Paulo nos ensina, que ele não pensava no que ele foi, ou no que ele fez, senão simplesmente corria para a frente em direção ao objetivo determinado, e que, também, com tal ardor, que ele corria para a frente, por assim dizer, com os braços estendidos. Porque uma metáfora dessa natureza está implícita no particípio que ele emprega.

Caso houvesse qualquer observação, por meio de oposição, que a lembrança de nossa vida passada é de uso para nos mover, tanto porque os favores que já nos foram conferidos nos dão o incentivo para entreter a esperança, e porque somos admoestados pelos nossos pecados a alterar o nosso curso de vida, eu respondo, que os pensamentos dessa natureza não desviam a nossa visão do que está diante de nós para o que está atrás, mas sim ajudam a nossa visão, para que possamos discernir mais claramente o objetivo. Paulo, no entanto, condena aqui como olhar para trás, aquilo quer destrói ou danifica o entusiasmo.

Assim, por exemplo, qualquer um deveria persuadir a si mesmo que ele tem feito suficiente progresso, reconhecendo que tem feito o bastante, ele se tornará indolente, e se sentirá inclinado a entregar o bastão para os outros; ou, se alguém olhar para trás com um sentimento de pesar pela situação que ele tem abandonado, ele pode não se aplicar com toda a inclinação de sua mente àquilo em que está envolvido. Tal seria a natureza dos pensamentos da mente de Paulo para que ele voltasse atrás, se ele não seguisse com seriedade a vocação de Cristo. Como, no entanto, não foi feito menção aqui de esforço e perseverança, para que ninguém imagine que a salvação consiste nessas coisas, ou mesmo atribuída à industriosidade humana que vem de outra parte, com a visão de apontar a causa de todas essas coisas, ele acrescenta – em Cristo Jesus.

“Todos, pois, que somos perfeitos”. Para que ninguém viesse a entender isso como se referindo à humanidade em geral, como se estivesse explicando os elementos simples para aqueles que são meras crianças em Cristo, ele declara que isto é uma regra que todos os que são perfeitos deveriam seguir. Agora, a regra é esta – que devemos renunciar à confiança em todas as coisas, para que possamos nos gloriar somente na justiça de Cristo, e preferindo-a a tudo o mais, aspirar por uma participação em seus sofrimentos, que pode ser o meio de conduzir-nos a uma abençoada ressurreição.

“E, se, porventura, pensais doutro modo”. Pelos mesmos meios ele tanto os humilha, e os inspira com boa esperança, porque os adverte para não se exaltarem em sua ignorância e, ao mesmo tempo, ele lhes ordena que tenham bom ânimo, quando diz que devemos aguardar a revelação de Deus. Porque sabemos quão grande obstáculo à verdade é a obstinação.

Este, “porventura”, é a melhor preparação para a docilidade – quando não temos prazer no erro. Paulo, portanto, ensina indiretamente, que devemos abrir caminho para a revelação de Deus, se nós ainda não alcançamos aquilo que buscamos. Mais adiante, quando ele ensina que devemos avançar por graus, ele lhes incentiva para não recuarem no meio da jornada. Ao mesmo tempo, ele mantém para além de toda controvérsia o que já havia ensinado previamente, quando ele ensina que outros que discordam dele terão uma revelação dada a eles do que ainda não sabem. Porque isto é como se tivesse dito: “O Senhor, um dia, vos dirá que a própria palavra que tenho afirmado é uma regra perfeita de conhecimento verdadeiro e do viver justo.”

Ninguém poderia falar desta maneira, se não estivesse totalmente assegurado da razoabilidade e precisão de sua doutrina. Vamos nesse meio tempo aprender também a partir desta passagem, que devemos topar por um tempo com a ignorância em nossos irmãos fracos, e perdoá-los, se não lhes é dado imediatamente serem de uma mente conosco. Paulo se sentia seguro da sua doutrina, e ele ainda acolhe àqueles que ainda não puderam chegar à hora de fazer progressos, e não deixa por conta disso de considerá-los como irmãos; somente os adverte contra ficarem inchados em si mesmos, em sua ignorância.

v. 16 – “Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos”. Mesmo os manuscritos gregos divergem quanto à divisão dos períodos, pois em alguns deles há duas frases completas. Se alguém, no entanto, prefere dividir o verso, o significado será como Erasmo o tomou. Da minha parte, eu preferiria uma leitura diferente, o que implica que Paulo exorta os Filipenses a imitá-lo, para que possam finalmente alcançar o mesmo objetivo, de modo a pensar a mesma coisa, e caminhar pela mesma regra.

Porque onde o afeto sincero existe, assim como reinou em Paulo, o caminho é fácil para uma concórdia santa e piedosa, como, portanto, ainda não tinham aprendido o que a perfeição verdadeira era, a fim de que pudessem alcançar isso ele deseja que eles sejam seus imitadores; ou seja, buscarem a Deus com uma consciência pura (2 Timóteo 1.3), para nada arrogarem para si, e com calma submeter seu entendimento a Cristo. Porque na imitação de Paulo todas estas excelências estão incluídas – zelo puro, temor do Senhor, modéstia, auto-renúncia, docilidade, amor e desejo de concórdia. Ele lhes ordena, no entanto, a serem um e ao mesmo tempo imitadores dele; isto é, todos com o mesmo espírito, e com uma só mente.

Observe, que a meta da perfeição para a qual ele convida os Filipenses, pelo seu exemplo, é que eles pensem a mesma coisa, e caminhem pela mesma regra que ele tem, embora, tenha atribuído o primeiro lugar à doutrina em que eles deveriam se harmonizar, e à regra à qual deveriam se conformar.

v. 17 – “Observai os que”. Por essa expressão ele quer dizer, que isto é tudo o que as pessoas devem fazer individualmente para si mesmas, para a imitação, conformando-se com a pureza da qual ele era um modelo. Por este meio toda suspeita de ambição é removida, porque o homem que se dedica a seus próprios interesses não deseja ter qualquer rival. Ao mesmo tempo, ele lhes avisa que todos não devem ser imitados de forma indiscriminada, como ele explica mais detalhadamente depois.

Texto de João Calvino, traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

PROSSEGUINDO PARA ALVO

Prosseguindo para o Alvo
Texto: Filipenses 3.13, 14.
Introdução: Neste texto, Paulo coloca diante do leitor um "pequeno manual" de sua carreira ministerial satisfatória. Vejo no meio das palavras do apóstolo, orientações importantíssimas para qualquer pessoa que quer alcançar um objetivo. 
Talvez você não tenha conseguido êxito nos seus projetos; talvez porque Deus não quis, ou porque você não usou a estratégia adequada; talvez até porque não era mesmo para acontecer, mas independente disso, nosso coração demonstra frustração, desanimo, e muitos dizem: "Ah, lá vem mais um ano, igual a todos os outros."
Lendo o texto de Paulo, vejo que ele nos apresenta etapas para alcançarmos com êxito nossos projetos para esse novo ano, e esses ensinamentos não se aplicam apenas para o romper do ano, mas para toda a sua vida. Fique atento, e entenda as soluções de Deus para sua vida. Creio que esta palavra vai te ajudar a ter projetos bem sucedidos.

1. Paulo não era acomodado: No verso 13, o apóstolo diz: "Não julgo que o haja alcançado". Quem conhece a obra missionária de Paulo, sabe que ele foi um missionário bem sucedido, ele poderia ter dito, "alcancei meu objetivo", mas ele estava disposto a conseguir mais. Primeira coisa que eu aprendo aqui é que você tem todo o direito de querer mais, de aprimorar e melhorar o que você já conseguiu, e mesmo que não tenha conseguido realizar algum objetivo em 2014, declare como Paulo: "Não julgo ter alcançado"... esta confissão nos abre na mente um leque de ideias e entusiasmo para continuarmos e nos dedicarmos novamente a grandes projetos.

2. Devemos nos libertar do passado"Esquecendo-me das coisas que para trás ficam". Paulo declara que mesmo que não tenha alcançado seu alvo, ele deveria tentar novamente, mas para isso, algo era necessário ser feito: "Esquecer do que ficou para trás".
Muitas pessoas não conseguem andar para frente justamente por isso. Ficam presas ao passado. Imitam a mulher de Ló, que olhou para trás e virou estátua, não voltou nem prosseguiu.
O crente que vive remoendo o passado, não tem visão de futuro:
- Que falta eu sinto daquele outra igreja!
- Que saudade eu sinto da minha ex-namorada!
- Que saudade eu sinto do meu falecido marido!
- Ah, como eu era feliz quando ganhava 10.000 reais por mês.
- Ah, como era melhor os peixes do Egito, melhor do que esse maná do deserto....

Irmão, seja qual for o seu passado, talvez aparentemente até melhor do que os dias atuais, liberte-se dele. Você não tem pacto com o passado, e não deve fidelidade a ele. Deus quer te fazer andar para frente. Talvez você ganhe muito menos do que ganhava antes. Talvez sua família era mais entrosada no passado. Talvez você sinta falta de algo ou de alguém, mas uma coisa eu te digo: "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Se ficar preso no passado, não tem como andar pra frente. Você precisa esquecer definitivamente das coisas que para trás ficam. O passado pode arruinar sua vida para sempre. Pode te afastar até de Deus.
Se for necessário perdoar alguém, perdoe. Se for necessário pedir perdão, peça... mas liberte-se do passado. Deus tem novos degraus, novos andares, para sua vida. Esforça-te, você vai conseguir.

3. Precisamos andar para frente: "Avançando para as que estão diante de mim". Depois de esquecer o passado, Paulo diz que avança para as coisas que estão diante dele. Deus coloca "coisas" diante de você, coloca uma nova igreja, coloca oportunidades para solucionar o seu problema, coloca o Espírito Santo, seu companheiro, coloca tudo para que você possa se erguer, mas, você precisa avançar.
Fico preocupado com crentes acomodados. Ficam pedindo a Deus uma solução, até esquecem do passado, mas não se movimentam. Não procuram um emprego, não procuram um seminário teológico não avançam. São inertes, imóveis. Se você quer ter sucesso neste novo ano, aprenda a avançar para as coisas que já estão diante de você.

4. Prossiga, siga em frente, continue: Continuando o versículo de Paulo, ele diz: "Prossigo para o alvo". Ele já esqueceu o passado e já avançou para as coisas que estavam diante dele, mas ele disse que deveria prosseguir.
Prosseguir é perseverar. A vida não é fácil, seus projetos poderão ser bem sucedidos, mas você terá provas no meio do caminho. Neste momento, estamos avançando com todo o ânimo para alcançar algo, e deparamos com uma barreira, uma decepção. Talvez isso tenha acontecido com Paulo, mas ele diz: "Prossigo para o alvo".
Ele não desiste, e não fica lamuriando a sua queda. Continua seguindo reto pois tem um alvo. Aliás: "Só alcança um alvo quem tem um alvo". Se você não tem um alvo, não tem como alcançar. Deixe me explicar melhor. Como você vai chegar a uma meta, sem decidir qual será a meta, qual será o objetivo de sua caminhada? Tendo um alvo certo, um objetivo específico, você vai andar em linha reta, e quando menos esperar, já chegou.
Israel no Deserto, ficou rodeando montanhas por 40 anos. Eles estavam confusos quanto a seus objetivos. Hora queriam voltar para o Egito, hora queriam chegar na terra prometida. Um dia Deus disse: "Chega de rodear montanhas" (Dt 2.3).

5. Priorize Jesus: Apesar de termos sonhos, planos, que certamente são aprovados por Deus, devemos dar prioridade ao louvor de Jesus. Ele é o centro de nossas atenções. Paulo diz: "Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3.14).

Conclusão: Esse é o maior prêmio, a vocação de Jesus Cristo. Devemos invocá-lo, buscá-lo, e assim estaremos buscando o Soberano, sua presença em nossas vidas é o maior de todos os prêmios. O demais, é acrescentado por Deus.
By Ricardo Ribeiro